31 de outubro de 2018

Placas Tectônicas

A litosfera está dividida em placas com espessuras variadas, as chamadas placas tectônicas ou placas litosféricas, que flutuam sobre a astenosfera, onde o material pastoso está em estado de semifusão. As placas estão em constante movimento, apresentam movimentos divergentes (quando se afastam) ou convergentes (quando colidem). As maiores placas tectônicas são: Norte-Americana, Sul-Americana, do Pacífico, Antártica, Indo-Australiana, Euro-Asiática e Africana. Existem também placas menores, como as de Nazca, de Cocos, do Caribe, da Anatólia, da Grécia e outras. Como vimos, as placas movimentam-se sobre o manto.

Nas regiões de contato das placas estão as zonas geologicamente mais instáveis da Terra, onde ocorrem as atividades responsáveis pelas modificações na crosta: as atividades vulcânicas e os terremotos, ou abalos sísmicos. É por isso que regiões localizadas nos limites das placas tectônicas, como Japão, México, Califórnia, Oriente Médio e Itália, entre outras, são mais sujeitas a esse tipo de fenômeno. As áreas mais estáveis, como o território brasileiro, localizam-se no interior das placas. Mas isso não exclui a possibilidade de que ocorra algum tremor no país, associado a falhas e deslocamento interno de blocos na parte superior da crosta. A maioria dos tremores é, em geral, de baixa intensidade, e muitas vezes nem chegam a ser percebidos pela população. Os limites das placas tectônicas estão sempre em movimento, mas não acontecem da mesma forma. Daí podermos considerar três tipos principais de limites: convergentes, divergentes e transformantes.

Limites convergentes

Há pontos onde as placas se encontram e colidem, os chamados limites convergentes. Nesses limites, uma das placas mergulha por baixo da outra e retorna à astenosfera.

Limites divergentes

Nesses pontos as placas estão em processo de separação: o magma vindo do interior da Terra causa o afastamento das placas tectônicas e, consequentemente, a formação de uma nova crosta oceânica.

Limites transformantes

Neste caso, as placas deslizam horizontalmente uma ao lado da outra, ao longo de uma linha conhecida como falha de transformação. Nesses deslizamentos as placas podem se resvalar e causar terremotos de grandes proporções na superfície terrestre Geralmente, as falhas transformantes estão no fundo dos oceanos. No continente, a mais conhecida é a falha de San Andreas.



Referência:

ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de.; TÉRCIO, Barbosa Ri-golin. Fronteiras da Globalização 1: O mundo natural e o espaço humanizado. 3. ed. São Paulo: Editora Ática, 2016.

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