Resumo Sobre a Roma Antiga


        Roma tem seu território localizado na Península Itálica, uma longa faixa de terra, em formato de uma bota, que avança pelo Mar Mediterrâneo. Nesse espaço, hoje muito distinto do que era na antiguidade, desenvolveram-se um dos maiores impérios da história da humanidade. Todavia o processo de construção desse Império se inicia em outro momento, a História romana é marcada por três fases políticas: a monarquia (753 – 509 a.C.), a república (509 a 27 a.C.) e o império (27 a.C a 476 d.C.). 

        Nos tempos em que Roma era uma monarquia, o rei era a maior autoridade da cidade, mas não governava sozinho. Além dele havia o Senado (formado pelos chefes das famílias mais ricas, chamados patrícios) e uma Assembleia, composta majoritariamente por soldados. 

        Durante a monarquia o cargo de rei não era hereditário, ou seja, não passava de pai para filho. Quando um rei morria, o Senado era responsável por escolher seu sucessor e a Assembleia também se posicionava a favor ou contra a escolha do Senado. Portanto, mesmo o rei, tinha seus poderes limitados pelo Senado e pela Assembleia. 

        Os patrícios eram os homens mais ricos de Roma e também tinham mais influência política, eles foram responsáveis pela queda da monarquia romana. Isso porque, mesmo que pudessem limitar os poderes do monarca, nem sempre as decisões do rei estavam alinhadas com os interesses dos patrícios. Por essas e outras, eles articularam a derrubada da monarquia romana e fundaram um segundo e importante momento da história romana, a República. 

        Ao longo da República romana ocorreram as mudanças mais profundas da História Romana. Primeiro, por conta dos patrícios assumirem a política romana, essa agora funcionaria cada vez mais alinhadas com os interesses patrícios. A partir de então, a política militar expansionista se intensifica cada vez mais e, por consequência, Roma teria cada vez mais terra, distribuídas entre os generais que conquistavam terras e, também, ganhava muito escravos por dívidas ou por captura de guerra. 

        Esses movimentos de crescimento romano descrevem as principais características dos grupos dominantes de Roma. Primeiro, eram donos de grandes faixas de terra expropriadas de povos dominados. Segundo, eram, na sua maioria, militares ou ex-militares que concentravam a maior parte das terras agricultáveis romanas. Tudo isso levou a uma realidade de desigualdade social cada vez mais intensa. 

        Por conta desse cenário de desigualdade social, surge na história de Roma os irmãos Caio e Tibério Graco. Os dois irmãos foram responsáveis pela articulação de camponeses e plebeus empobrecidos em reivindicação contra os patrícios por direitos políticos, direito a terra, entre outros. 

        Tibério Graco defendia os direitos pelas terras e propôs uma reforma agrária que limitava o tamanho da terra de quem possuía grandes lotes e os distribuía aos pobres. A reforma era apoiada fortemente pelos camponeses, mas não era bem vista pelos ricos. A tensão entre esses grupos ficava cada vez maior e durante um confronto com opositores Tibério foi assassinado. 

        Anos depois, Caio Graco foi eleito ao Tribuno da Plebe e deu continuidade à reforma iniciada pelo irmão. Além disso, conseguiu aprovar duas importantes leis: uma que estendia a cidadania romana a alguns povos aliados, e outra que obrigava o governo a pagar o equipamento dos soldados que iam para a guerra (esses equipamentos eram um dos principais motivos para os soldados se endividarem e serem escravizados). Com essas propostas, Caio Graco acabou atraindo inimigos poderosos, e, ao perceber que ia ser morto em uma cilada, pediu que um escravo o matasse. 

        Foi a instabilidade política e social provocada pelas mobilizações e assassinatos dos irmãos Graco um dos motivos que levaram a decadência da república romana. Como resposta para esse processo no final do período republicano surgiram os triunviratos, que significa poder de três pessoas. 

        Aproveitando-se da sua enorme popularidade devido as grandes conquistas militares, Júlio Cesar juntou-se aos generais Pompeu e Crasso formando o Primeiro Triunvirato, um acordo entre os três generais para a manutenção do poder em Roma. 

        Com a morte de Crasso, iniciou-se uma disputa entre César e Pompeu, que era apoiado pelo Senado. Pompeu conseguiu o título de cônsul único e destituiu César do comando nas tropas da Gália. Ao saber do ocorrido Júlio César foi para Roma para enfrentar seus inimigos. Pompeu acabou fugindo para Grécia e depois Egito. 

        Júlio César tomou o poder em Roma e realizou várias obras públicas, obteve vitórias militares, criou leis que favoreceram a reforma agrária que aumentaram ainda mais sua popularidade em Roma. Porém, Júlio César ganhou inimigos no Senado, devido ao medo de que Júlio César se tornasse o rei de Roma. O Senado armou uma trama contra ele, que foi assassinado por Senadores, sob a liderança de Cássio e Brutus. 

        Após a morte de César, formou-se o Segundo Triunvirato, formado pelos generais Otávio Augusto, Marco Antônio e Emílio Lépido. Uma das primeiras medidas foi vingar a morte de Júlio César, eliminando os envolvidos no assassinato de César. Contudo, o Segundo Triunvirato não durou muito, a disputa pelo poder fez Otávio afastar Lépido e posteriormente medir forças com Marco Antônio, que havia se aliado a Cleópatra, rainha do Egito. 

        Durante a Batalha Naval de Áccio, Otávio derrotou Marco Antônio. Com esse episódio o segundo triunvirato chegou ao fim e deu-se início ao Império em Roma. Após a batalha, Otávio Augusto acumulou muitos títulos e poder, com isso ele tornou-se fundador do Império Romano, sendo o primeiro imperador de Roma. 

        O Império é o terceiro e último período da história romana. Caracterizado, principalmente, pela centralização do poder político nas mãos do imperador. É durante o império que Roma alcança o ápice do seu poder de expansão territorial e domínio sobre outras civilizações, o motivo do seu auge e queda. 

        O desenvolvimento de Roma durante o Império está relacionado a estabilidade política obtida durante o império. Herdando e intensificando as práticas de popularização dos generais praticadas desde os triunviratos (pão e circo, grandes construções, monumentos, etc.), Otávio conseguiu manter uma estabilidade política e social que resultou no desenvolvimento da produção agrícola, no apoio de patrícios e plebeus ao imperador e no sucesso nas campanhas militares externas. O que ocasionou a obtenção de novas riquezas e novos escravos, este último, um item crucial na economia romana. 

        O sucesso da expansão militar contribuiu para a estabilização, pois as terras dominadas eram distribuídas entre generais e soldados. O que reforçava a fidelidade das tropas ao imperador, garantia a obtenção de escravos por captura para lavrar a terra e, também, garantia a segurança das fronteiras romanas contra os povos bárbaros (para os romanos, qualquer povo além das fronteiras de Roma). Tais condições eram fundamentais para a sustentação do império. 

        A extensão que Roma assume por conta das campanhas militares se torna maior do que poderia ocupar. Diante disso, foi decidido pelo fim da expansão, momento que ficou conhecido como pax romana. Esse foi um dos principais motivos para a crise e decadência do Império, pois com o fim da expansão, a obtenção de escravos para lavrar as terras ficou reduzida. A produção de alimentos diminuiu, aumentando os preços e obrigando os governantes a aumentarem os impostos. Além disso, a extensão do império era demais para o efetivo militar romano, o que fragilizava as fronteiras romanas e permitia as invasões de povos inimigos de Roma. Com as invasões instalou-se um clima de insegurança e pânico ao povo romano. 

        Essa crise trouxe como resultado: 
- Êxodo urbano: Onde parte da população saiu da cidade para o campo fugindo das invasões e da crise; 
- Inflação: Devido à queda na produção agrícola e os altos gastos militares; 
- Colonato: Os donos de grandes lotes de terra arrendavam terra para os camponeses trabalhar em troca de parte da produção. 
- Cristianismo: Em meio a crise o cristianismo se disseminou rapidamente. Conseguiu crescer muito entre os escravos, mulheres e pobres, além disso negava o caráter divino do imperador. Por esse motivo os cristãos sofreram muita perseguição e tortura. 

      Para que o Império não ruísse completamente, certas medidas foram tomadas por alguns imperadores, dentre elas, a divisão do Império Romano em 395 d.C. pelo imperador Teodósio em duas partes: O Império Romano do Ocidente, que tinha como capital Roma e o Império Romano do Oriente, também chamado de Império Bizantino, que tinha sua capital em Constantinopla. Pretendia com essa medida fortalecer o Império e proteger das invasões. 

        A medida não surtiu efeito e as invasões se intensificaram na parte ocidental de Roma, que foi tomada por Odoacro em 476, que se declarou rei da Itália e destituiu Rômulo Augusto. Já o Império Romano do Oriente, com o nome de Império Bizantino, durou até 1453, quando Constantinopla foi tomada pelos turco-otomanos.



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